quarta-feira, 6 de julho de 2011

Bruegel - A Torre de Babel

Os Irmãos Marx

O Império da Desfaçatez




Eike “sempre ele” Batista. Ter de ler que o Governador do Estado, Sérgio Cabral Filho, ia com a família para uma festinha num resort baiano, para comemorar o aniversário de um empresário com negócios de, literalmente, bilhões com o Estado. Fernando Cavendish, proprietário da empresa Delta.


Só para uma reforma interna do Maracanã, 1 BILHÃO DE REAIS. Será que fui eu ou foi essa gente que perdeu a noção da realidade?


Só UM BILHÃO DE REAIS pra uma “reforma”, que na verdade vai descaracterizar em grande medida um estádio que é um patrimônio nacional, e reduzir sua capacidade.


E será que não haveria um projeto melhor para enterrar UM BILHÃO DE REAIS? Alguma coisa como Saúde Pública (caótica), Educação Pública (um lixo), Saneamento Básico (um horror), Segurança Pública (medonha), etc. etc. etc.?


UM BILHÃO DE REAIS pagam um salário de 1 mil para SÓ um milhão de professores.


Este é o senhor Cavendish, ilustre fornecedor de negócios para o Estado.


O outro senhor, Eike “sempre ele” Batista, é ainda mais ilustre. Um dos homens mais ricos do mundo, patrimônio estimado de SÓ TRINTA BILHÕES DE REAIS.


Midiático, vai a programas de entrevistas (teve uma no Jô Soares), é aplaudido nos eventos da moda. Diz que vai salvar tantas mil tartarugas, e posa de benfeitor da humanidade.


Não deve ser tão duro, com trinta bilhões de reais no bolso, nos restaurantes mais finos, nas viagens de jatinho pelo mundo...


E foi num jatinho do amiguinho Eike “sempre ele” Batista que o senhor Governador do Estado do Rio de Janeiro viajava, com a família.


E tudo passa por normal, no Império da Desfaçatez.


Até o ato contrito do senhor Governador, “ah, se eu soubesse que era inadequado...” ah, precisava ter um Código de Conduta do Servidor Público, não é, senhor Governador?


E o senhor Eike “sempre ele” Batista, ainda se sente no direito de afrontar a sociedade: diz que empresta o jatinho pra quem quiser.


E este é o país da Brasilônia.


terça-feira, 5 de julho de 2011

Marisa Monte - Magamalabares

Oi, Joana!

Mais uma música pra você, uma música que mamãe e papai gostam...

Os anjos
De onde vêm?
Sua vida...
Bem vinda...
Na trilha...

Os livros não são sinceros
Quem tem Deus como Império
No Mundo não está sozinho...
Ouvindo...
Sininhos...

A raiz do problema

Uma ótima reportagem no Jornal da Band desta terça, pelo jornalista Valteno de Oliveira:

http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=100000442636

Mostra bem o indecente conúbio entre poder político e poder econômico, unidos pelo objetivo comum de esfolar o povo... Grandes empreiteiras, grandes bancos, grandes doações para candidatos e partidos... Doou 65 milhões? Tá querendo faturar quanto? 650 milhões? 6,5 bilhões? Alguém pensa mesmo, a sério, que as leis não irão favorecer as Grandes Empreiteiras, e os Grandes Bancos? Alguém pensa mesmo que eles esquentarão os bancos de réus, serão condenados por algum crime?

Democracia? Poder do povo? Balela. Não neste sistema, não com estas regras.

E não é um problema exclusivo do Brasil, em todo o mundo a democracia lida com o problema do desequilíbrio causado pelos Grande$ Intere$$e$... o poder da Grana!

Para combatê-lo, deve-se aproximar o representante dos representados, voto distrital puro, JÁ!
E que os mandatos não sejam eternos, com infinitas reeleições. E que se exija dos candidatos aos maiores cargos que tenham passado pelos menorese cargos antes. E que os candidatos e os partidos apresentem suas propostas, um plano detalhado e vinculante do que será sua atuação, caso eleitos. E que a política seja entendida como um processo civilizado de apresentação e defesa
de propostas, e não espetáculo de showmício, propaganda milionária pela TV, fogos de artifício.

Volto ao tema.