terça-feira, 6 de setembro de 2011

CQC vs. Jaqueline Roriz

Nossos políticos

Parabéns ao CQC, e em especial a esta gatinha Monica Iozzi, por estes tristes/engraçados retratos de nossos homens públicos:


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Duas ou três coisas que sei de José Dirceu








Outra imagem boa ("boa"?), que circulou na semana passada: José Dirceu, ilustre deputado cassado, processado no STF pelo escândalo de proporções épicas do mensalão, como "chefe da quadrilha", na qualificação do Procurador da República, saudado no congresso do PT aos gritos de "Guerreiro do povo brasileiro", pela claque da militância. Grande PT, o partido da ética! Ah, Deus, por que não me mataste enquanto eu ainda era um anjo! Canta, Chico: Quem te viu... quem te vê...

José Dirceu, com a linguinha pra fora, será que sibilava? Sssssss... À frente, Lulinha, com seus pensamentos de alta indagação. E Dilminha, com uma cara preocupada, de "onde foi que eu me meti?"

Mas, de novo, a imagem vale mil palavras:





E no tal do congresso do PT, José Dirceu, nosso democrata amiguinho de Fidel Castro, ouve com prazer ser aprovada a ressurreição do projeto de controle "social" da mídia.

Um projeto já rejeitado recentemente, algumas vezes, pelo Congresso Nacional, depois dos encaminhamentos e das tentativas de aprovação pelo governo Lula.

Um projeto, inclusive, que a própria presidenTA declarou que que não encaminharia.

Um projeto maldito, que, simplesmente, atacaria frontalmente a liberdade neste país.

Um projeto à la Chavez, à la Cristina Kirchner, Rafael Correa... à la titio Fidel.

Pois o Dirceu se atreveu a botar em pauta de novo um tal projeto.

Deve estar recheado de poder, não é Zezé? Deve estar soltando poder, como fumaça, pelas ventas, cheio de satisfação consigo mesmo... isso tudo porque a imprensa vem falando de você, não é? Quanto poder... mas, Zezé, eu queria mesmo saber, é, how does it feel, to be like a rolling stone, with no direction home?



Por que alguém, que usa seu poder e seu prestígio, para afrontar a liberdade de um povo, ainda recebe aclamação por alguns como "Guerreiro do povo brasileiro!", é algo que me recuso a entender.

Dirceu, nosso ideológo político! Nosso Lênin dos trópicos, sem sequer a desculpa do fanatismo!

Dirceu, um preso político durante a ditadura militar, foi um dos trocados pelo embaixador dos Estados Unidos. Dirceu foi para Cuba, onde fez um curso de espionagem, e uma cirurgia plástica para retornar clandestinamente ao Brasil.

Dirceu casou e teve filho, sem revelar à esposa sua verdadeira identidade.

Quando veio a anistia, Dirceu se revelou, e tomou rumo para se dedicar à carreira política. Sua esposa declarou seu espanto, quando soube que o homem com quem dividia a vida não era quem dizia ser. Imagino... uma situação kafkiana. Mas ela se contente em saber que cumpriu bem sua missão de instrumento da luta política, ainda que involuntário.

Mas voltemos a Dirceu. Com a anistia, voltou à política, e foi um dos fundadores do PT. No Governo Lula, o céu e o inferno: o ilustríssimo chefiou a Casa Civil, mas acabou perdendo o mandato de deputado federal e os direitos políticos (por oito anos), na esteira do escândalo do mensalão...

Mas não chorem por Dirceu... ele seguiu uma carreira de consultor de muito sucesso, contratos milionários com grandes empresas que a sua fina figura merece. E seguiu, como estamos vendo, cheio cheio de poder...

Bem, nobre, é o tempo que passa, esse tempo carrasco... qual será nossa marca, depois que nos formos?

Leitura sugerida, Di-di: A morte de Ivan Ilitch, de Tolstoi.

Desfaçatez



Desfaçatez s.f. Falta de vergonha; descaramento, impudência – Mini Aurélio



Acabaram de nos dizer: podem ser cometidos atos improbos. E quem nos disse, foi nossa Câmara de Deputados. Os representantes do nosso povo.


Pois não havia qualquer desculpa a ser dada para a evidência que saltava aos olhos: um vídeo de uma senhora, embolsando um bolo de dinheiro. Um bolo, dinheiro vivo. Um, o quê?, assessor, se encarregava de botar o dinheiro numa mochila. Mas era ela quem conversava com o “doador” da quantia.


Será que neste país é permitido embolsar dinheiro irregular? Será que é permitido ganhar dinheiro por um serviço que não se pode revelar?


Porque se um homem ganha 50 mil, ou junta 50 mil, porque trabalhou, é diferente. Ela pode explicar de onde veio seu dinheiro.


Mas se alguém ganha 50 mil, e não pode dizer porque ganhou, coisa boa não fez pra ganhar.


Foi qual esquema? Desvio de verbas na merenda? Licitações fraudulentas? Fraudes nos medicamentos? Deixar um hospital sem recursos, saber que alguém foi ali, pra ser atendido, numa emergência, e encontrou o descaso e a morte?


Como é o esquema? Brasil, mostra a tua cara... 500 mil que fazemos ali, 50 mil pra você, meu benzinho, que tanto ajudou, que tanto fez pra acontecer... ah, que delícia, vamos estourar o champanhe, fazer orgias numa cama cheia de dinheiro...


E o Congresso olha para aquilo, olha um vídeo que circulou amplamente, Jornal Nacional, na hora do jantar, olhar aquele vídeo passando... O Congresso olha pr´aquilo, e o que faz? Vota pela absolvição, no julgamento para a perda de mandato. Vê o crime, mas justifica-se com filigranas. Muitas granas. “Ela não era deputada, na época”. Ah, sim, logo podia praticar crimes. Lógica impecável.


E este é o retrato deste Congresso. Política do conchavo. “Eu voto pra você, viu? Daí você vota pra mim, tá?” Coisa linda demais. Debate de alto nível. Certo ou errado, o que é isso? Dar uma resposta à sociedade, sobre o que este país admite ou não admite, o que é isso?


Nada disso vale, o que vale é a troca de favores. É construir as tais maiorias sólidas. É beijar a mão do capeta, pensando que vai enganar o capeta.


É esta a imagem, uma imagem que chamou atenção esta semana, uma imagem que vale por mil palavras, do líder do governo Dilma na Câmara, deputado federal por São Paulo, líder do PT (Partido dos Trabalhadores) (rá rá rá), Cândido Vaccarezza, trocando sorrisos e cumprimentos com Jaqueline Roriz logo após sua absolvição:


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Deputada Cidinha Campos




Roger Waters - The Wall - Berlim, 1990

E lembrando do The Wall, estes vídeos históricos (mesmo), do show de Roger Waters feito em Berlim, em 1990, para comemorar a derrubada do infame "Muro de Berlim":

Com Van Morrison, em Confortably Numb:




Uma tocante interpretação para Mother, na voz de cristal de Sinead O´Connor, uma versão puxada no acento folk, também com músicos da The Band:



Com Cindy Lauper, The Happiest Days of Our Lives e Another Brick in the Wall, part 2:



Run Like Hell:




Roger Waters traz o show The Wall ao Brasil em 2012


Está rolando a notícia de que Roger Waters, ex-baixista do Pink Floyd, responsável pela concepção e letras de discos clássicos como The Dark Side of The Moon, The Wall, Animals, Wish You Were Here e The Final Cut, vai excursionar pelo Brasil em março de 2012 com a turnê The Wall, em que vai apresentar a clássica ópera rock integral.

Para esquentar, um vídeo desta recente turnê, com a participação especialíssima do ex-guitarrista do Pink Floyd, David Gilmour: