terça-feira, 6 de setembro de 2011

Imperatriz do Mundo

Mene, Mene, Tekel, Parsin - Contou Deus teu reino, e deu cabo dele. Pesado foste na balança, e achado em falta. Dividido foi o teu reino, e dado aos medas e aos persas.


Faltou dizer que neste recente congresso do PT, dominado pelos espíritos de José Dirceu e Marco Aurélio Garcia (vejam a imagem do festim):



, além da infame ressurreição do projeto de controle "social" da mídia, também se defendeu a famigerada proposta de reforma política com adoção do voto em lista fechada.

Que tal isto, nosso Partido dos Trabalhadores seguindo a cartilha bolchevique! Papai Lênin ficaria orgulhoso desses filhinhos, reeditando suas Teses de Abril nos trópicos. Todo o poder aos sovietes!

E eu vou de Carmina Burana, fazer o quê?









Tirado da Wikipedia:

Carmina Burana - O Fortuna, Imperatrix Mundi

Em latim Em português
O Fortuna, Ó Sorte,
Velut Luna És como a Lua
Statu variabilis, Mutável,
Semper crescis Sempre aumentas
Aut decrescis; Ou diminuis;
Vita detestabilis A detestável vida
Nunc obdurat Ora oprime
Et tunc curat E ora cura
Ludo mentis aciem, Para brincar com a mente;
Egestatem, Miséria,
Potestatem Poder,
Dissolvit ut glaciem. Ela os funde como gelo.

Sors immanis Sorte imensa
Et inanis, E vazia,
Rota tu volubilis Tu, roda volúvel
Status malus, És má,
Vana salus Vã é a felicidade
Semper dissolubilis, Sempre dissolúvel,
Obumbrata Nebulosa
Et velata E velada
Michi quoque niteris; Também a mim contagias;
Nunc per ludum Agora por brincadeira
Dorsum nudum O dorso nu
Fero tui sceleris. Entrego à tua perversidade.

Sors salutis A sorte na saúde
Et virtutis E virtude
Michi nunc contraria Agora me é contrária.
Est affectus
Et defectus E tira
Semper in angaria. Mantendo sempre escravizado
Hac in hora Nesta hora
Sine mora Sem demora
Corde pulsum tangite; Tange a corda vibrante;
Quod per sortem Porque a sorte
Sternit fortem, Abate o forte,
Mecum omnes plangite! Chorai todos comigo!
  • - Fortuna é um falso cognato em latim para o português. Fortuna=Sorte, Fortunae=Riqueza Material.

Bob Dylan - Like a rolling stone

Like a Rolling Stone from Brianne Bowers on Vimeo.

Um condenado à morte escapou


Robert Bresson filmou este clássico maravilhoso (lançado pela Lume Filmes) em 1956, sobre a história (real) de um membro da Resistência Francesa, feito prisioneiro pelos nazistas durante a II Guerra, que consegue escapar pouco antes de ser executado.

O filme parte do relato de André Devigny, autor da façanha, publicado em 1954, no Le Figaro Littéraire. Cada enquadramento é preciso, num trabalho admirável de composição de imagem. A música de Mozart é usada para dar um sentido de transcendência à história.

E é admirável, realmente, a história de resistência de um ser humano contra a opressão de outros seres humanos. Bresson faz questão de dizer, no início do filme, que se trata de uma narrativa fiel aos fatos. E a recriação realmente impressiona pelo realismo, em cada pequeno detalhe. A rotina terrivelmente cruel do preso. Os mil estratagemas e artimanhas.

Num relance, o abominável, indisfarçável, indesculpável nazismo: o momento em que o jovem companheiro de cela espanta-se ao ouvir que ser descoberto com um lápis significa o fuzilamento. É a pura verdade, incrível, absurda, estúpida, mas ainda assim a verdade.

Um grande filme, um grande suspense, que, claro, presta tributo a Hitchcock, na forma que manipula o tempo, na condução do olho do espectador através dos movimentos de câmera.

Curiosamente, no mesmo ano de lançamento do filme, Hitchcock lançou O Homem Errado, seu único filme baseado em uma história real, que também trata de um homem aprisionado, e também utiliza o caso real para fazer uma alegoria cristã.

Classificação de ambos os filmes: 5 estrelas

Os Demônios

Leitura sugerida: Os Demônios, Dostoievski








Marcos 5

E chegaram ao outro lado do mar, à província dos gadarenos.

E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo;

O qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender;

Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguém o podia amansar.

E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras.

E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o.

E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes.

(Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.)

E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos.

E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província.

E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos.

E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles.

E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar.

E os que apascentavam os porcos fugiram, e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido.

E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram.

E os que aquilo tinham visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado, e acerca dos porcos.

E começaram a rogar-lhe que saísse dos seus termos.

E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele.

Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti.

E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilharam.

E, passando Jesus outra vez num barco para o outro lado, ajuntou-se a ele uma grande multidão; e ele estava junto do mar.

E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés,

E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva.

E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava.

E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue,

E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior;

Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste.

Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei.

E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.

E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes?

E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?

E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera.

Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade.

E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal.

Estando ele ainda falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre?

E Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente.

E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João, irmão de Tiago.

E, tendo chegado à casa do principal da sinagoga, viu o alvoroço, e os que choravam muito e pranteavam.

E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme.

E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que com ele estavam, e entrou onde a menina estava deitada.

E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te.

E logo a menina se levantou, e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto.

E mandou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer.

Bob Dylan - Tombstone Blues

CQC no aniversário de Maluf

E, aqui, Danilo Gentili, cobrindo de modo impagável o aniversário de 80 anos de Paulo Maluf. Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, Aldo Rebelo... tudo junto e misturado.

Fugir pra onde?