quarta-feira, 7 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Imperatriz do Mundo
Faltou dizer que neste recente congresso do PT, dominado pelos espíritos de José Dirceu e Marco Aurélio Garcia (vejam a imagem do festim):
, além da infame ressurreição do projeto de controle "social" da mídia, também se defendeu a famigerada proposta de reforma política com adoção do voto em lista fechada.
Que tal isto, nosso Partido dos Trabalhadores seguindo a cartilha bolchevique! Papai Lênin ficaria orgulhoso desses filhinhos, reeditando suas Teses de Abril nos trópicos. Todo o poder aos sovietes!
E eu vou de Carmina Burana, fazer o quê?
Tirado da Wikipedia:
Carmina Burana - O Fortuna, Imperatrix Mundi
| Em latim | Em português |
| O Fortuna, | Ó Sorte, |
| Velut Luna | És como a Lua |
| Statu variabilis, | Mutável, |
| Semper crescis | Sempre aumentas |
| Aut decrescis; | Ou diminuis; |
| Vita detestabilis | A detestável vida |
| Nunc obdurat | Ora oprime |
| Et tunc curat | E ora cura |
| Ludo mentis aciem, | Para brincar com a mente; |
| Egestatem, | Miséria, |
| Potestatem | Poder, |
| Dissolvit ut glaciem. | Ela os funde como gelo. |
| Sors immanis | Sorte imensa |
| Et inanis, | E vazia, |
| Rota tu volubilis | Tu, roda volúvel |
| Status malus, | És má, |
| Vana salus | Vã é a felicidade |
| Semper dissolubilis, | Sempre dissolúvel, |
| Obumbrata | Nebulosa |
| Et velata | E velada |
| Michi quoque niteris; | Também a mim contagias; |
| Nunc per ludum | Agora por brincadeira |
| Dorsum nudum | O dorso nu |
| Fero tui sceleris. | Entrego à tua perversidade. |
| Sors salutis | A sorte na saúde |
| Et virtutis | E virtude |
| Michi nunc contraria | Agora me é contrária. |
| Est affectus | Dá |
| Et defectus | E tira |
| Semper in angaria. | Mantendo sempre escravizado |
| Hac in hora | Nesta hora |
| Sine mora | Sem demora |
| Corde pulsum tangite; | Tange a corda vibrante; |
| Quod per sortem | Porque a sorte |
| Sternit fortem, | Abate o forte, |
| Mecum omnes plangite! | Chorai todos comigo! |
- - Fortuna é um falso cognato em latim para o português. Fortuna=Sorte, Fortunae=Riqueza Material.
Um condenado à morte escapou
Robert Bresson filmou este clássico maravilhoso (lançado pela Lume Filmes) em 1956, sobre a história (real) de um membro da Resistência Francesa, feito prisioneiro pelos nazistas durante a II Guerra, que consegue escapar pouco antes de ser executado.
O filme parte do relato de André Devigny, autor da façanha, publicado em 1954, no Le Figaro Littéraire. Cada enquadramento é preciso, num trabalho admirável de composição de imagem. A música de Mozart é usada para dar um sentido de transcendência à história.
E é admirável, realmente, a história de resistência de um ser humano contra a opressão de outros seres humanos. Bresson faz questão de dizer, no início do filme, que se trata de uma narrativa fiel aos fatos. E a recriação realmente impressiona pelo realismo, em cada pequeno detalhe. A rotina terrivelmente cruel do preso. Os mil estratagemas e artimanhas.
Num relance, o abominável, indisfarçável, indesculpável nazismo: o momento em que o jovem companheiro de cela espanta-se ao ouvir que ser descoberto com um lápis significa o fuzilamento. É a pura verdade, incrível, absurda, estúpida, mas ainda assim a verdade.
Um grande filme, um grande suspense, que, claro, presta tributo a Hitchcock, na forma que manipula o tempo, na condução do olho do espectador através dos movimentos de câmera.
Curiosamente, no mesmo ano de lançamento do filme, Hitchcock lançou O Homem Errado, seu único filme baseado em uma história real, que também trata de um homem aprisionado, e também utiliza o caso real para fazer uma alegoria cristã.
Classificação de ambos os filmes: 5 estrelas
Os Demônios
Marcos 5
E chegaram ao outro lado do mar, à província dos gadarenos.
E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo;
O qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender;
Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguém o podia amansar.
E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras.
E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o.
E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes.
(Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.)
E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos.
E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província.
E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos.
E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles.
E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil), e afogaram-se no mar.
E os que apascentavam os porcos fugiram, e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido.
E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram.
E os que aquilo tinham visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado, e acerca dos porcos.
E começaram a rogar-lhe que saísse dos seus termos.
E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele.
Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti.
E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilharam.
E, passando Jesus outra vez num barco para o outro lado, ajuntou-se a ele uma grande multidão; e ele estava junto do mar.
E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés,
E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva.
E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava.
E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue,
E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior;
Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste.
Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei.
E logo se lhe secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.
E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes?
E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?
E ele olhava em redor, para ver a que isto fizera.
Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade.
E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste teu mal.
Estando ele ainda falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre?
E Jesus, tendo ouvido estas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente.
E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João, irmão de Tiago.
E, tendo chegado à casa do principal da sinagoga, viu o alvoroço, e os que choravam muito e pranteavam.
E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme.
E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que com ele estavam, e entrou onde a menina estava deitada.
E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te.
E logo a menina se levantou, e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto.
E mandou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer.
CQC no aniversário de Maluf
Fugir pra onde?