quarta-feira, 9 de novembro de 2011
On The Road Again + Um estranho no ninho
Gostei muito dessa homenagem ao filme Um estranho no ninho (One flew over the cuckoo´s nest), de Milos Forman, ao som de Bob Dylan: http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=EhlsM2m4YXE#t=6s
Um grande filme deste grande diretor. Vencedor de prêmios e presença certa em listas de melhores. Lembro do impacto, quando, adolescente, assisti pela primeira vez. Da atuação de Jack Nicholson, e da enfermeira fria... e da mensagem, o grito de liberdade, de um diretor evadido do regime soviético. Fugiu de sua Tchecoslováquia natal, depois que os tanques soviéticos esmagaram a primavera de Praga (1968).
Encontrou neste filme um meio de exorcizar seus fantasmas. Nessa história de um manicômio americano, e de como o ser humano abusa de seus podres poderes. Em regimes comunistas ou capitalistas.
Fiquei tão impressionado com o filme que procurei na biblioteca, e li o livro de Ken Kesey, que lhe deu origem. Muito bom, mas o filme, coisa rara, sendo-lhe bastante fiel, conseguiu superá-lo.
Formidável.
Nova Friburgo - Brasil
Aqui em Nova Friburgo, em seu âmbito, o Ministério Público Federal faz seu papel de questionar as contas públicas. Que nossos governantes entendam que não pode haver gasto sem benefício social. Então não pode haver gasto inexplicado. Se isto é crime, que traga consequências, que traga punição, ou então não se pode ter um país sério.
Em Teresópolis, a notícia que estampou os jornais foi de que, depois da tragédia, aumentou a comissão dos “por fora” dos contratos que a Prefeitura mantinha com certas empresas.
Aqui ficou patente o desprezo pela vida humana que existe no país. Uma tragédia de milhares de mortos e desaparecidos. A maior tragédia da História do Brasil, em número de mortos, num curto espaço de tempo. Feridos? Desabrigados? Com problemas econômicos? Existem aos milhares.
E neste ambiente, de dor e desespero, produzir roubos, desvios, ganhos ilícitos, ou, como diria nosso governante, ou nossa governanTA, malfeitos, traquinagens, travessuras de aloprados...
A que ponto chegou a corrupção no organismo deste país, que multiplica os roubos até quando tem gente passando fome, tem gente morrendo na fila do hospital, no chão do hospital, ou na frente do hospital, sem ter um enfermeiro ou um médico presentes, ou, se presentes, suficientemente dispostos a fazer alguma coisa...
Isto pra não falar nas mortes de trânsito. Milhares, 40 mil por ano. Nas mortes violentas. Milhares. Dezenas e centenas de milhares. As mortes por desnutrição. As mortes por falta de cuidado, remédio, educação... as mortes evitáveis, se fôssemos um país mais decente... milhões de milhões...
Isto é Brasil, Brasil do número, do fato, da imagem. Brasil da realidade.
Contra isso não conseguimos nos organizar como nação, para lutar contra isso, para enfrentar isso, para mudar.
Deixamos como está.
Pra ver como é que fica.
Enquanto isso, R$ 1 bilhão vai pra conta do frigorifico...
1 bilhão, 2 bilhões, 3 bilhões... o céu, ou o fundo do bolso dos trouxas, é o limite...
Para a maior tragédia, etc etc, o Governo destinou 10 milhões, até agora. Não, ainda não liberaram mais dinheiro, não, existem outras 14 mil burocracias, sabe como é, o sujeito vai pedir, implorar, R$ 100, ou R$ 1000? Então, são 14 mil regras, 14 mil cláusulas, 14 mil controles...
Mas se for para passar 1000 vezes 1000 vezes R$ 1000, aí é rapidinho... uma mamata...
E não são apenas 1 ou 3 bilhõezinhos, não. Só pelo BNDES já partiram, como no exemplo do frigorífico, R$ 100 bilhões para empréstimos, nos últimos três ou quatro anos.
R$ 100 bilhões. 1000 vezes 1000 vezes... ora, uma porrada de vezes.
E pra Região Serrana, depois da maior tragédia etc etc? R$ 10 milhões. Algum dia vem mais. Depois de 6 meses, libera mais umas gotas... Quando começarem a chiar muito, libera mais um pouquinho...
E, agora, vamos voltar aos grandes negócios, aqueles que importam...
Bob Dylan - Oulaw Blues
Outlaw Blues
Ain't it hard to stumble
And land in some funny lagoon?
Ain't it hard to stumble
And land in some muddy lagoon?
Especially when it's nine below zero
And three o'clock in the afternoon.
Ain't gonna hang no picture,
Ain't gonna hang no picture frame.
Ain't gonna hang no picture,
Ain't gonna hang no picture frame.
Well, I might look like Robert Ford
But I feel just like a Jesse James.
Well, I wish I was on some
Australian mountain range.
Oh, I wish I was on some
Australian mountain range.
I got no reason to be there, but I
Imagine it would be some kind of change.
I got my dark sunglasses,
I got for good luck my black tooth.
I got my dark sunglasses,
I'm carryin' for good luck my black tooth.
Don't ask me nothin' about nothin',
I just might tell you the truth.
I got a woman in Jackson,
I ain't gonna say her name.
I got a woman in Jackson,
I ain't gonna say her name.
She's a brown-skin woman,
but I Love her just the same
Blues do fora da lei
Não é uma vida dura? Tropeçar
E cair em alguma lagoa enlameada?
Especialmente quando faz nove graus abaixo de zero
E são três horas no meio da tarde! 1
Não vou me pendurar retrato,
não vou me pendurar moldura de quadro, 2
Bem, eu posso parecer com Robert Ford,
Mas me sinto igual a JESSE JAMES!
Bem, eu gostaria de estar
Em alguma cordilheira da Austrália3
Eu não tenho qualquer motivo pra estar lá
mas imagino que seria algum tipo de mudança!
Eu tenho meus óculos escuros,
Vou carregando pra boa sorte meu dente preto
Não me pergunte nada a respeito de nada,
Eu podia simplesmente te contar a verdade!
Eu tenho uma mulher em Jackson,
Eu não vou lhes dizer o nome
Ela é uma mulher de pele marrom,
Mas eu a amo de todo jeito!4
1Alguma referência a uma fuga pelo meio oeste gelado norte americano?
2Realmente, foras da lei não têm lares para pendurar retratos ou molduras. Faz lembrar também do filme Jesse James, de 1939 (ver a estrofe seguinte), com Tyrone Power no papel título, quando o traidor Robert Ford (John Carradine) aproveita para baleá-lo no momento em que Jesse James vira de costas para pendurar um quadro na parede.
Facilitou, Jesse, fora da lei não pode sonhar com conforto do lar...
3Alguma referência ao também romântico fora da lei Ned Kelly?
4Quer mais fora da lei, nos racistas Estados Unidos, confessar desejo por uma mulher de pele marrom?
Blues do Fora-da-lei
Blues do Fora-da-lei
como Bob Dylan, Outlaw Blues
Existe romantismo na vida de criminosos que não têm casa, que vivem perseguidos pelo lado da lei. Arriscam sua pele pelo seu meio de vida. Metralhadoras, e armadilhas, e cercos, fazem parte do jogo. Roubam diretamente. Não escondem o que fazem. Se a polícia os pegar, dançaram; foi roubo mesmo. Mas pra pegar, geralmente, vão ter de matar.
E, naturalmente, que não eram assassinos. Ou pelo menos não eram assassinos cruéis, sanguinários. Assassinos covardes. Que cometiam seus crimes, principalmente, contra os bancos ladrões, e o sistema financeiro corrupto, e os muito ricos...
Não digo que a irresponsabilidade do criminoso possa ser desculpada. A conduta que adotam aumenta a chance de vítimas, e vítimas, sabemos, são sempre inocentes.
Mas o romantismo de quem se arrisca, e joga com o destino, e morre destroçado por balas, e se condena a uma existência assim, é jogado numa existência assim, por injustiças e revolta, desaparece quando se trata do roubo limpo. Roubo limpo, como sabemos, é o roubo mais sujo...
O roubo da grande jogada, do “dentro da lei”, de quando se ocupam os mecanismos do poder. Os roubos que fazem faltar o dinheiro para quem mais precisas. Os roubos das “ações entre amigos”. Amigos de saque.
Estes criminosos não têm o destino trágico daqueles. Vivem, aliás, muito bem, em jatinhos e iates, bebendo uísque e comendo caviar... Em Brasília, então, a vida é mansa...
Não têm a sujeira da violência vinculando seus nomes. Mas, se for preciso, sempre se arruma um capanga. A vida é frágil, mais frágil por aqui, assassinos de freira Dorothy Stang. Assassinos de milhares. De quem ousar levantar a voz.
Tantas cabeças a prêmio neste pais... Os conflitos no campo! E a baixada fluminense! E as favelas! E os cortiços!
Este Partido no Governo, antes de ser Governo, fazia bandeira dos mártires no campo. Onde estão os assassinos de Chico Mendes? Lembro deste slogan oportuno. E se aproximava das vítimas.
Agora, como Governo, esqueceram de tudo... as mortes no campo se sucedem, o Estado continua sem fazer nada. Amarrado na sua burocracia, na sua tendência de não enfrentar nada, não resolver nada.
Mas, então, para que é que se queria o poder? Se não vai botar as coisas pra funcionar, batalhões de polícia, de promotores, de juízes, pra resolver estes conflitos infindáveis no campo, pra botar alguma ordem, neste faroeste caboclo? Era só pra curtir o poder que se queria o poder?
Mas aquele Partido, que prometia tantas mudanças, mudou ele mesmo! Uma metamorfose ambulante, no ato falho risonho de seu Líder e Chefe.
Ao chegar no poder, esqueceu-se das vítimas. Foi abraçar os agressores, “não queremos problemas pro nosso lado”... E as vítimas, estas ficaram por sua própria sorte, porque não queremos enfrentar problemas.
E a Oposição, também, desconhece estas vítimas. Contentam-se em fazer o jogo do salão, em seu cantinho, saboreando as migalhas do poder...
E é assim que se perde um país...
não com um estrondo,
mas com um gemido
(como T.S. Eliot, Os Homens Ocos)
Ocupem Brasília!
Brasília, eu te dei tudo
Hoje não sou nada
como Allen Ginsberg, América
Leio o Príncipe. Leio algo dos pré-socráticos. Leio algo do Paideia. Leio o noticiário. Vejo o Jornal Nacional. Algo de horrível acontece.
Algo de horrível acontece, e Brasília se revela inteira em sua forma horrível. Em seus jatinhos e charutos e litros de uísque. Em seu amor comprado, em seu riso vulgar, em sua insensibilidade olímpica. No jogo das sujas eminências apenas a disputa de poder é sentida.
Uma suja insensibilidade, que finge desconhecer os caixões dos pequenos. Os pequenos caixões, muitos deles porque o poder deste país pode tudo, mas não pode salvar estas pequenas vidas.
Somos o fracasso de nações. Nada que apareça nas muitas propagandas de Brasil Grande, que o Governo não pára de repetir como verdade oficial. Note-se bem, verdade com qualquer qualificativo não é verdade, é mentira.
Mas não para o Governante. Este quer ver seu Reinado preservado. Quer ver o povo conformado. Tem milhões vindo aqui pro meu bolso, uma garotinha ta morrendo por falta de uns milhares. Isto é justiça neste pais, isto é a nossa realidade.
Justificativas tem muitas. Vai R$ 1 bilhão praquele frigorífico. Do meu amigo. “É o frigorífico GRANDE! É o maior do MUNDO!” - diz a propaganda.
E no hospital mais um morreu porque não tinha vaga. Porque não tinha aparelho. Porque não podia fazer nada.
Aqui, como é bom ter amigos! Dar pra eles um bom cargo, presente que não sai do bolso. E ter dele sua fidelidade eterna, presente que não tem preço!
Fazer deles uns escravos, ter muitos deles nos bolsos. Dobrados pelas surras dos meus capangas.
Esta é a nossa corrupção, nossa Ama.
Calado... calado... olha o chicote do nosso feitor!
T. S. Eliot - A cançao de amor de J. Alfred Prufrock
A canção de amor de J. Alfred Prufrock
S'io credesse che mia risposta fosse
A persona che mai tornasse al mondo,
Questa fiamma staria senza piu scosse.
Ma perciocche giammai di questo fondo
Non torno vivo alcun, s'i'odo il vero,
Senza tema d'infamia ti rispondo.
Dante Alighieri. Ladivina Commédia
Inferno, XXVII, 61-66 (N. do T.)
Sigamos então, tu e eu,
Enquanto o poente no céu se estende
Como um paciente anestesiado sobre a mesa;
Sigamos por certas ruas quase ermas,
Através dos sussurrantes refúgios
De noites indormidas em hotéis baratos,
Ao lado de botequins onde a serragem
Às conchas das ostras se entrelaça:
Ruas que se alongam como um tedioso argumento
Cujo insidioso intento
É atrair-te a uma angustiante questão . . .
Oh, não perguntes: "Qual?"
Sigamos a cumprir nossa visita.
No saguão as mulheres vêm e vão
A falar de Miguel Ângelo.
A fulva neblina que roça na vidraça suas espáduas,
A fumaça amarela que na vidraça seu focinho esfrega
E cuja língua resvala nas esquinas do crepúsculo,
Pousou sobre as poças aninhadas na sarjeta,
Deixou cair sobre seu dorso a fuligem das chaminés,
Deslizou furtiva no terraço, um repentino salto alçou,
E ao perceber que era uma tenra noite de outubro,
Enrodilhou-se ao redor da casa e adormeceu.
E na verdade tempo haver á
Para que ao longo das ruas flua a parda fumaça,
Roçando suas espáduas na vidraça;
Tempo haverá, tempo haverá
Para moldar um rosto com que enfrentar
Os rostos que encontrares;
Tempo para matar e criar,
E tempo para todos os trabalhos e os dias em que mãos
Sobre teu prato erguem, mas depois deixam cair uma questão;
Tempo para ti e tempo para mim,
E tempo ainda para uma centena de indecisões,
E uma centena de visões e revisões,
Antes do chá com torradas.
No saguão as mulheres vêm e vão
A falar de Miguel Ângelo.
E na verdade tempo haverá
Para dar rédeas à imaginação. "Ousarei" E . . "Ousarei?"
Tempo para voltar e descer os degraus,
Com uma calva entreaberta em meus cabelos
(Dirão eles: "Como andam ralos seus cabelos!")
- Meu fraque, meu colarinho a empinar-me com firmeza o
queixo,
Minha soberba e modesta gravata, mas que um singelo alfinete
apruma
(Dirão eles: "Mas como estão finos seus braços e pernas! ")
- Ousarei
Perturbar o universo?
Em um minuto apenas há tempo
Para decisões e revisões que um minuto revoga.
Pois já conheci a todos, a todos conheci
- Sei dos crepúsculos, das manhãs, das tardes,
Medi minha vida em colherinhas de café;
Percebo vozes que fenecem com uma agonia de outono
Sob a música de um quarto longínquo.
Como então me atreveria?
E já conheci os olhos, a todos conheci
- Os olhos que te fixam na fórmula de uma frase;
Mas se a fórmulas me confino, gingando sobre um alfinete,
Ou se alfinetado me sinto a colear rente à parede,
Como então começaria eu a cuspir
Todo o bagaço de meus dias e caminhos?
E como iria atrever-me?
E já conheci também os braços, a todos conheci
- Alvos e desnudos braços ou de braceletes anelados
(Mas à luz de uma lâmpada, lânguidos se quedam
Com sua leve penugem castanha!)
Será o perfume de um vestido
Que me faz divagar tanto?
Braços que sobre a mesa repousam, ou num xale se enredam.
E ainda assim me atreveria?
E como o iniciaria?
.......
Diria eu que muito caminhei sob a penumbra das vielas
E vi a fumaça a desprender-se dos cachimbos
De homens solitários em mangas de camisa, à janela
debruçados?
Eu teria sido um par de espedaçadas garras
A esgueirar-me pelo fundo de silentes mares.
.......
E a tarde e o crepúsculo tão .docemente adormecem!
Por longos dedos acariciados,
Entorpecidos . . . exangues . . . ou a fingir-se de enfermos,
Lá no fundo estirados, aqui, ao nosso lado.
Após o chá, os biscoitos, os sorvetes,
Teria eu forças para enervar o instante e induzi-lo à sua crise?
Embora já tenha chorado e jejuado, chorado e rezado,
Embora já tenha visto minha cabeça (a calva mais cavada)
servida numa travessa,
Não sou profeta - mas isso pouco importa;
Percebi quando titubeou minha grandeza,
E vi o eterno Lacaio a reprimir o riso, tendo nas mãos meu
sobretudo.
Enfim, tive medo.
E valeria a pena, afinal,
Após as chávenas, a geléia, o chá,
Entre porcelanas e algumas palavras que disseste,
Teria valido a pena
Cortar o assunto com um sorriso,
Comprimir todo o universo numa bola
E arremessá-la ao vértice de uma suprema indagação,
Dizer: "Sou Lázaro, venho de entre os mortos,
Retorno para tudo vos contar, tudo vos contarei."
- Se alguém, ao colocar sob a cabeça um travesseiro,
Dissesse: "Não é absolutamente isso o que quis dizer
Não é nada disso, em absoluto."
E valeria a pena, afinal,
Teria valido a pena,
Após os poentes, as ruas e os quintais polvilhados de rocio,
Após as novelas, as chávenas de chá, após
O arrastar das saias no assoalho
- Tudo isso, e tanto mais ainda? -
Impossível exprimir exatamente o que penso!
Mas se uma lanterna mágica projetasse
Na tela os nervos em retalhos . . .
Teria valido a pena,
Se alguém, ao colocar um travesseiro ou ao tirar seu xale às
pressas,
E ao voltar em direção à janela, dissesse:
"Não é absolutamente isso,
Não é isso o que quis dizer, em absoluto."
Não! Não sou o Príncipe Hamlet, nem pretendi sê-lo.
Sou um lorde assistente, o que tudo fará
Por ver surgir algum progresso, iniciar uma ou duas cenas,
Aconselhar o príncipe; enfim, um instrumento de fácil
manuseio,
Respeitoso, contente de ser útil,
Político, prudente e meticuloso;
Cheio de máximas e aforismos, mas algo obtuso;
As vezes, de fato, quase ridículo
Quase o Idiota, às vezes.
Envelheci . . . envelheci . . .
Andarei com os fundilhos das calças amarrotados.
Repartirei ao meio meus cabelos? Ousarei comer um
pêssego?
Vestirei brancas calças de flanela, e pelas praias andarei.
Ouvi cantar as sereias, umas para as outras.
Não creio que um dia elas cantem para mim.
Vi-as cavalgando rumo ao largo,
A pentear as brancas crinas das ondas que refluem
Quando o vento um claro-escuro abre nas águas.
Tardamos nas câmaras do mar
Junto às ondinas com sua grinalda de algas rubras e castanhas
Até sermos acordados por vozes humanas. E nos afogarmos.
(tradução: Ivan Junqueira)
Um certo Alex Severino parece ter feito um bom trabalho de analise deste poema, que pode ser conferido neste link para download: