domingo, 19 de maio de 2013
The Crystal Ship - The Doors
The Crystal Ship
Before you slip into unconsciousness,
I'd like to have another kiss,
Another flashing chance at bliss,
Another kiss.
Another kiss.
The days are bright and filled with pain.
Enclose me in your gentle rain.
The time you ran was too insane.
We'll meet again.
We'll meet again.
Oh, tell me where your freedom lies.
The streets are fields that never die.
Deliver me from reasons why
You'd rather cry.
I'd rather fly.
The crystal ship is being filled.
A thousand girls. A thousand thrills.
A million ways to spend your time.
When we get back,
I'll drop a line.
O navio de cristal
Antes que você
escorregue
pra dentro da
inconsciência
Eu gostaria de ganhar
outro beijo
outra chance fugaz de
felicidade
Um outro beijo
um outro beijo...
Os dias são claros
e preenchidos com dor
Envolva-me na sua
chuva gentil
O dia em que você foi
embora
foi demasiado louco
Nós nos encontraremos
de novo
nos encontraremos de
novo...
Oh, diga-me onde
sua liberdade se
encontra
As ruas são campos
que não morrem jamais
Poupe-me das razões
pelas quais
você prefere se
lamentar
Eu prefiro voar...
O navio de cristal
está sendo preenchido
Com milhares de garotas
e milhares de emoções
E milhões de maneiras
de gastar o seu tempo
Quando nós estivermos
de volta
eu te mando um bilhete
Nossa malandragem ministerial

Mais do dobro do Bolsa
Família para sustentar 39 Ministérios no Palácio da República.
Nunca se viu tamanha inflação de Ministérios, Ministério da Pesca
(ainda falta o da Caça), Ministério disso e daquilo. Sempre com
ampla margem para preencher com cargos de confiança, assessorias e
assessoramentos.
Saúde, um caos.
Segurança, grotesca. Educação, um horror.
Mas podemos nos
orgulhar de um monte de Ministros, voando pra Roma pra ver a posse do
novo Papa, fazendo fortunas prestando “assessorias” milionárias
pra empresários com altos interesses em contratos do Governo.
Descolando alguns milhões de verbas públicas, para algum projeto
mirabolante bolado no seu Ministério, claro que de amplas vantagens
para o interesse público, promover a diversidade, a cultura pátria,
nossos maiores valores, nosso maior valor sendo, claro, uma bem
recheada conta bancária.
Nossos Ministros,
escolhidos a dedo para manter os aliados de barriga bem cheia. É
preciso agradar os aliados, para manter a “governabilidade”
(leia-se: o poder, ad aeternum). E, já que estamos agradando tanto
os aliados, por que não agradar um pouco a nós mesmos? Vamos
partilhar com nossa patota, também, os despojos, está claro. Uns
Ministérios de grande visibilidade, de grandes recursos: aquele
Senador que revogou o irrevogável, onde está ele? Vamos dar para
ele o Ministério da Educação, ora pois. Crianças, aprendam, junto
com a neo-gramática, junto com a novilíngua, com as apostilas
milionárias que ensinam que 2+2 é igual a 5, e que a capital do
Acre é o Amazonas: Irrevogável. É aquilo que se pode revogar. E
fora com o preconceito linguístico.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Plutocracia, ou O Domínio dos Adoradores do Deus Dinheiro
POBREZA:
- Você tenta ser engraçado e me ridicularizar, sem cuidar de ser sério. Você não sabe que, mais do que Pluto, eu dou aos homens a superioridade de corpo e de espírito. Com ele os homens sofrem de gota, são barrigudos, insolentemente gordos; comigo eles são esbeltos, com um corpo de vespa, e temidos pelos inimigos.
(Aristófanes, Pluto,
ou Um Deus Chamado Dinheiro)
Estão derrubando uma
via de grande fluxo do Rio de Janeiro, cidade de 6 milhões de
habitantes, de quilômetros de engarrafamento.
Estão derrubando a
Avenida Perimetral, milhões de toneladas de aço e concreto, obra de
engenharia de dezenas de anos, patrimônio de bilhões de dinheiros
do povo brasileiro.
Especialistas alertam
para os graves problemas de trânsito. A solução proposta pelo
Governo, que advoga a derrubada do viaduto?Construir um imenso túnel
para substituir (se é que o fará) os muito quilômetros do Elevado
que se farão pó.
O custo da grande obra?
É aquela velha história, que sempre é contada para nós. Vai-se
gastar só (só?!) um bilhãozinho, nem chega a isso... depois que
acabarem a grande obra vai-se ver que chegou a dez vezes o valor,
sabe como é, os imprevistos e aditivos do contrato...
Alguns bilhõezinhos...
e o que vale isso, pra os milhões de brasileiros morrendo pela falta
de algum remédio, ou de algum médico, ou de algum hospital.
O que vale isso, para
os milhões de brasileirinhos que ficam sem merenda, ficam sem aula,
ficam com a cabeça vazia pronta pra ser enganada pelos ladrões de
bilhões, pronta para se revoltar e se explodir em uma vida de
vícios, uma vida de crimes...
E o que justifica esta
grande obra, na visão do alcaide? “É que a perimetral é muito
feia...”
Ótimo poder se dar a
luxo estético, aquele que viaja de helicóptero, aquele acostumado a
Nova Iorque e Paris, aquele que vai gastar à grande com amigos
empreiteiros que têm altos negócios com o Estado...
E esta é a democracia
que nos prometeram, que juram que nós temos, poder para o povo?
É igual àquela roupa
inexistente com que se vestiu o Príncipe, aquela que era a mais
linda de todas...
Pena que não existia,
como só a criancinha viu.
Plutocracia, poder do
Dinheiro. Aprendamos a dar nomes às coisas. É o primeiro passo para
se ver livre.
sábado, 11 de maio de 2013
sábado, 23 de março de 2013
Democracia e Liberdade
I - O primeiro ponto
O lema, cada homem um
voto é a garantia, se incorporada pelas Cartas Fundadoras dos
países, da liberdade política.
O povo que não tem
isso não pode se dizer livre. As decisões que o regem não estarão
sendo tomadas por este povo, e sim por uma elite que se coloca acima
dos demais.
É o que acontece com
todas as invasões de territórios, como demonstra a História. Os
invasores vão instalar uma casta dominante, ou deles próprios, ou
de algum grupo escolhido para servir seus interesses; claro que
negarão o direito ao voto deste povo. Se todos os cidadãos deste
povo pudessem decidir, não decidiriam a favor da dominação
estrangeira. Ela se mantém pela força.
Donde, toda tirania é
um regime de força, mantido pela violência, e pela ameaça de
violência.
A primeira violência é
tirar o direito do voto, o direito de se auto-governar.
O exemplo da invasão
estrangeira deixa bem claro o mecanismo para retirar a liberdade de
um povo. Mas existem formas ardilosas, em que a propaganda oficial do
Governante apregoa um povo como livre, mas o mantém sob correntes
ocultas.
Novamente, é preciso
perguntar: este povo segue o princípio “cada homem um voto”?
Este é o princípio
sem o qual o povo não pode se considerar livre de fato. Conditio
sine qua nom.
Esta é a exigência
básica para que um povo possa mostrar uma face coroada pelos louros
da liberdade. E que esta face não seja um delírio, ou máscara de
Carnaval.
No Brasil, uma lei do
período Geisel, no meio dos anos de ditadura militar, determinou que
um voto do Norte ou Nordeste valesse 3 ou 4 votos do Sul e Sudeste.
Esta lei, incorporada pela Constituição de 1988, vigora entre nós
até hoje.
Um legado da tirania,
que seguimos adotando na nossa democracia.
Mas é democracia,
quando não vigora o princípio “cada homem um voto”?
Ou é um regime onde
uma elite decide, e decidindo, drenam bilhões nos dutos da
corrupção, nos bolsos dos amigos do esquema, grandes financiadores
de campanhas e de gastos pessoais da nossa gente importante, nossa
elite governante?
Onde, decidindo,
garantem a impunidade de seus atos, e os meios de nunca sair das
folhas de pagamento do Estado?
Olhe à sua volta. O
que é que você vê?
Um povo livre? Ou um
povo escravo?
Canal Livre - Yoani Sánchez - 24/02/13 - Completo (HD), ou O toque de finados
Este clima de
conformismo que tomou o país é o toque de finados horrível da
nossa liberdade.
50 anos atrás
Juscelino Kubitschek dizia: “O silêncio da Oposição é a porta
aberta para a Ditadura”.
Certo. Certíssimo.
Se não há
discordância, choque de ideias (sem violência, obviamente),
respeito pela opinião alheia, compromisso com a tolerância, com a
civilidade, com os processos democráticos, o que se tem é um homem
acorrentado aos dogmas de um partido.
Um fanático, que berra
palavras de ordem na cara dos “inimigos”. Ele não tem uma
consciência para seguir, ele não tem liberdade.
Ele sacrificou
consciência e liberdade no altar da fidelidade canina ao Líder. Ao
Führer. Ao Poder. Ao chefe da quadrilha.
Ele segue ordens. E que
melhor maneira de demonstrar que é confiável que depositar a
própria consciência aos pés de quem ordena?
Eles vão gritar
palavras de ordem. Eles vão vaiar. Eles vão atirar ovos.
Eles vão torturar.
Eles vão matar.
E quando o Führer
observar que ele é tão confiável, talvez lhe faça um afago.
Talvez lhe dê para comandar uns tantos pobres-diabos. Aí ele vai
poder ir à forra.
Enfim, que vergonha, o
embaixador de Cuba no país comandar uma tropa de choque de repúdio
à visita de uma cubana, dissidente política, Yoani Sánchez.
Que vergonha,
distribuir material difamatório para ser espalhado pela tropa de
choque.
Que vergonha, ter um
secretário de Governo do Brasil como partícipe desta reunião.
Que vergonha, ter o
embaixador cubano dito que dois agentes de Cuba seguiriam os passos
de Yoani enquanto esta permanecesse no Brasil.
Que vergonha, que o
secretário de Governo tenha ido a Cuba para participar do seminário
“Guerra Cibernética”.
Que vergonha, o Governo
ter passado nota oficial justificando a presença do secretário na
reunião promovida pelo embaixador cubano como mera coincidência.
“Ele estava passando pela embaixada, quando...”
Que vergonha, as cenas
de linchamento moral protagonizadas no Brasil por fanáticos que se
acham “puros”. Os indignados seletivos.
Enfim, não se amplia a
voz dos idiotas (Millôr Fernandes). Contra a baixaria, é melhor
ouvir Yoani Sánchez:
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