sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pink Floyd - Brain damage



Brain damage

The lunatic is on the grass
The lunatic is on the grass
Remembering games and daisy chains and laughs
Got to keep the loonies on the path
The lunatic is in the hall
The lunatics are in my hall
The paper holds their folded faces to the floor
And every day the paper boy brings more
And if the dam breaks open many years too soon
And if there is no room upon the hill
And if your head explodes with dark forbodings too
I'll see you on the dark side of the moon
The lunatic is in my head
The lunatic is in my head
You raise the blade, you make the change
You re-arrange me 'till I'm sane
You lock the door
And throw away the key
There's someone in my head but it's not me.
And if the cloud bursts, thunder in your ear
You shout and no one seems to hear
And if the band you're in starts playing different tunes
I'll see you on the dark side of the moon

"I can't think of anything to say except...
I think it's marvellous! HaHaHa


Dano cerebral

O lunático está na grama
lembrando jogos
e margaridas correntes e risadas

mantidas pra manter os birutas no caminho

O lunático está na entrada
Os lunáticos
estão na entrada da minha casa

o jornal mantém suas cabeças dobradas até o chão

e todo dia
o rapaz que entrega jornal traz mais

E se a represa romper

espalhar

anos demais

de modo repentino demais?


E se não houver espaço além da colina?


E se a sua cabeça explode

com sombrios pressentimentos também?


Eu vou te encontrar no lado escuro da lua.


O lunático está na minha cabeça

Os lunáticos estão na minha cabeça


você ergue a lâmina

você faz a mudança


você me reorganiza

até que eu fique sensato


você fecha a porta

e joga fora a chave


tem alguém dentro da minha cabeça

mas não sou eu


E se a nuvem explodir

trovão na sua orelha?


Você grita mas ninguém parece ouvir.


E se a conjunto em que você está

começar a tocar em harmonias diferentes?


Eu vou te encontrar no lado escuro da lua.


Letra: Roger Waters


Os ricos miseráveis 3



o que dizer deste nosso juiz? O nosso juiz, o nosso aplicador de justiça? Aplicador da nossa justiça, quá-quá.


Este nosso juiz, que em um mês embolsou (remuneração deste mês. Rendimento que pingou pra ele, na conta, em um determinado mês do ano.): $ 640 mil.


Seiscentos. E quarenta. Mil reais. E mais uns quebradinhos, 643 mil, redondinhos.


Isto no país onde o salário mínimo POR LEI, é de $ 622 reais.


Pois o senhor juizinho. Vossa excelência, como devo chamá-lo? O tal senhor juizinho embolsou, NUM MÊS, um mil e trinta e três (e uns quebradinhos) salários mínimos mensais.


Sabe quanto o senhor, senhor trabalhador de um salário mínimo, teria de trabalhar, para dar o um mês de salário do senhor juizinho? Um mil e trinta e três meses. Só issozinho.


79 e poucos anos. Oitenta anos, redondinhos. Pode ficar tranquilo que eu já incluí o 13o na conta, porque eu cumpro a lei e sou bonzinho. Pois o senhor juizinho juntou isso mais rápido. Levou só um mês.


E aí, o senhor presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ah, sim, o tal juizinho é desembargador do TJ – RJ. Mas o senhor presidente do TJ – RJ, vem dar entrevista na televisão pra dizer que o senhor juizinho pode ter ganho 643 mil num mês, mas é tudo com base legal.


É a lei, já se viu, que dá de direito pra um receber $ 622 pelo trabalho de um mês. E pra outro o direito de receber num mês de trabalho $ 643 mil.


E quando um Poder de um país é assim, e quando a lei de um país é assim, como é que é o país? Se a lei e o Poder do país é o seu reflexo no espelho, é a sua cara?


Brasil, mostra a tua cara...


o grotesco... o monstruoso... o disforme...


A criança assaltando, levando tiro de polícia. O professor que não sabe nada da matéria, mas está ali, pra garantir “o seu”. O doente, largado no chão de um hospital, sem médico, sem remédio. O edifício, explodindo e desabando, sem fiscalização, com o fiscal no bolso.


Brasil, mostra a tua cara...


Imagino que há pouco mais de cem anos atrás, se houvesse televisão, e fizessem uma reportagem dizendo que um juiz botou seu escravo no pelourinho e o açoitou até a morte, porque havia tentado fugir, o hipotético presidente do tribunal deste hipotético juiz daria uma entrevista para dizer: “foi tudo com base legal”.

Mas o inferno são sempre os outros.




Os ricos miseráveis 2

Com tanto dinheiro no mundo de hoje, com tanto trabalho para ser feito, para melhorar a qualidade de vida de todos, o fato de haver desemprego, insegurança do emprego, trabalhos exaustivos, exploração do trabalho, para não falar nas carências mais gritantes, na miséria nua e crua, deve-se exclusivamente à incapacidade de organização.


Claro, não desconheço que entre as causas desta incapacidade estão a corrupção, o poder do dinheiro, até a força bruta e as ameaças. Também entre as causas da incapacidade organizacional estão desde o egoísmo, a ganância, até a ignorância, o conformismo, a preguiça...


Mas, seja de que causa for, o resultado é o mesmo: a incapacidade do ser humano se organizar com JUSTIÇA, esta grave porém inescapável palavra.


O muito dinheiro voa pros bolsos de uns bem poucos. Deixa de se relacionar com o trabalho.


Alguns trabalham muito, e ganham pouco. Outros trabalham pouco, e ganham muito.


Não estou pregando o simplista, e simplório: “Tirem dos ricos para dar aos pobres!”.


É preciso uma organização do trabalho. Você não promove a organização com os atos arbitrários, violentos, hipócritas e burros. Pelo contrário, você promove a desorganização, e o aumento da desorganização é o aumento da injustiça.


Organizar um sistema que promova o bem estar coletivo é tarefa muito mais difícil. Uma sociedade em prosperidade, sem violência, com acesso a saúde e educação, com acesso a bons trabalhos, dignamente remunerados... isto é muito mais difícil que se apegar a algum slogan vazio, estilo: “ninguém pode ganhar mais do que o outro”, para fugir da verdadeira responsabilidade de pensar e de se posicionar frente ao desafio da vida.


Apegar-se a algum slogan vazio, destinado a nunca ver a luz da realidade, viver sempre em estado de sonho, de ideia, é mais fácil que lutar contra o desejo corrupto e a covardia vil, REAIS.


Por isso é que tantos graduadíssimos funcionários preferem sonhar com a era de Ouro, enquanto enchem os cofrinhos de ouro. “Primeiro viver, depois filosofar” - dizem os cínicos.


É mais fácil repetir "um outro mundo é possível", do que recusar um favorzinho ilegal pra quem te conseguiu o cargo. Pra quem pode te arrancar do cargo.


E a verdadeira filosofia se perde, junto com o sistema que poderia nos salvar. O sistema de organizar a sociedade, todas as sociedades, pela paz, e pelo trabalho, e pela existência.


Somos tão espertos, que viramos uma grande potência, e viajamos pra lua, e soltamos um míssil.


Mas somos tão burros, que não conseguimos organizar com justiça, e viver com justiça, em paz com o outro homem.

Os ricos miseráveis

Isaías 6:3-9

E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.
E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.
¶ Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos.
Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e expiado o teu pecado.
Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.
¶ Então disse ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis.




O mundo nunca esteve tão rico. Também nunca esteve tão preocupado com a pobreza.


E pensar num velho filósofo grego, que não tinha nada e sentia-se rico.


Não sentia falta de nada.


Uma túnica, umas poucas azeitonas, suas velhas sandálias, e não se preocupava com mais nada. Ou se preocupava apenas com as grandes questões, o que é ser um homem? Como é preciso viver?


E para responder estas perguntas interrogava todos os que com ele quisessem trocar uma ideia ou duas; ricos ou pobres, poderosos ou humildes, sábios sofistas ou os jovens discípulos... sentia-se rico ao debater estas questões, ao apontar os problemas daqueles raciocínios tão confiantes...


Hoje somos carregados de últimas tecnologias. Aparelhinhos fantásticos, que faltam fazer chover. Hoje comemos quitutes de todo o mundo. Para aplacar nossa sede temos maravilhosos importados. Hoje temos carrões último tipo. Viajamos em jatinho pra lá e pra cá do mundo. Hoje vemos os ricos queimando pilhas de dinheiro para satisfazer um capricho, pra bancar uma festinha...


E hoje assistimos em nossos lares, via satélite, assistimos em nossas esquinas, a face mais negra da miséria. Um homem revirando o lixo. Um homem morrendo de fome, no meio da rua. Passantes se desviam dele. Uma tribo virando esqueletos vivos, olhos grandes no rosto de crianças, olhos sem brilho, bebês sugando seios murchos e mortos.


Grotesco, o ser humano, cada um tem de cuidar da sua vidinha. Cada um tem de aceitar o mais grotesco salário, porque assim é que funciona na vida. Cada um vai perseguir o poder para se entupir de quanto luxo for possível, ele e a sua familiazinha. Daí então, bem confortável, vai soltar umas migalhazinhas pra garantir a aprovação da massa de trouxas.


E vai se dar por muito satisfeito. A satisfação de um trabalho bem feito.


Ah, a estupidez da arrogância, a arrogância da estupidez... haverá em algum inferno visão mais grotesca? Estúpido animal, em que vestem uma casaca, um cordão de ouro, um anel de diamante, e sai por aí arrotando grandezas... como se seu sangue e a sua pele fossem também preciosos...


Hoje vivemos em países ricos, países milionários... um trilhão, dois trilhões, quinze trilhões de dólares... umas cifras grotescas.


E estão todos com medo de perder um empreguinho de merda, 500 dólares por mês... muito pra trabalhar, muito pra aturar, pra ganhar 500 dólares por mês. E o medo de perder o pão... e o medo... e o medo...


Um malandro embolsa cem mil. Um malandro embolsa um milhão.


E ninguém faz as contas, ninguém se revolta, ninguém faz nada com isso. Ninguém percebe que o dinheiro que falta, e o trabalho merda que sobra, estão todos relacionados com a malandragem dos que têm “um esqueminha”, ou “um esquemão”, pra se dar muito bem.


2 Pedro, 2, 1-9


Mas entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.

E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.

E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.

Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;

E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;

E condenou à destruição as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as para exemplo aos que vivessem impiamente;

E livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis

(Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, vendo e ouvindo sobre as suas obras injustas);

Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados;