Testando
segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
sábado, 24 de maio de 2014
O Direito Inicial
Um povo deveria
escolher entre os que vivem próximo a eles.
O médico da região. O
engenheiro. O advogado.
Aqueles que eles
conhecem proximamente, e em que confiam.
Aqueles que têm o dom
da palavra, do pensamento e da ação, prontos para atender o seu
semelhante.
Quando a um povo se
nega este direito, nega-se também qualquer outro direito.
O direito de livre
escolha do seu Governo, das suas leis, dos seus representantes, é o
direito essencial, do qual todos os outros podem decorrer, sem o qual
nenhum outro direito ocorre.
Se negado este único
direito, o povo se divide entre senhores e escravos. Nas atitudes,
nas instituições, nas almas.
Nas almas, naquelas que
criam. Podem criar Paraísos e Infernos, e a responsabilidade será,
está claro, sempre delas. Nenhum Deus e nenhum Diabo para assumirem
o fardo de bodes expiatórios.
Criação do ser
humano, assim se tenha. Dele a Glória! A ele a responsabilidade!
E assim se revelarão,
em obras veremos.
Filhos do Pai do Amor,
ou Filhos do Pai do Ódio?
Os Dois convivem no ser
humano. A um só se prestam Glórias.
A um só se serve.
A Guerra
Um Estado com 60 mil
mortos por assassinato, números oficiais, que mascaram bastante, um
Estado com taxas proporcionais de homicídios comparáveis às de
países em guerra, comparáveis às mais conflagradas regiões do
planeta.
Um Estado assim é que
se entrega, no Brasil, país das Grandes Festas, compensatórias,
está claro, país das Grandes Sacanagens, país em que se cultua o
Roubo, o Grande Ladrão, O Grande Assassino, o Grande Estuprador,
país de canalhas, de subservientes, país dos criminosos impunes, os
criminosos debochados, os criminosos ostentadores, país de senhores,
país de escravos.
Para o Desgovernante, o
que não presta, é o que nasce no morro.
Pobre vítima da sua
crueldade... mas alguém já viu lobo que não põe a culpa no
cordeiro?
Se eles se matam entre
si, diz o lobo, é porque não querem se deixar matar por mim,
ordenadamente.
Bem mansos. Bem
calminhos.
Vamos mostrar as taxas
de redução de homicídios... CAÍRAM 2 PONTOS POR AQUI!!!!!
(aumentaram 12 pontos
ali do lado... isto se fala baixinho, isto nem é comentado...)
Mas a segurança, lá
entre eles, com seguranças, e mansões blindadas, e iates e jatinhos
e helicópteros, muito muito exclusivos, atinge proporções de
Suécia, Dinamarca, Reino Unido...
As taxas de segurança
que regem uns e outros deste país é simétrica à taxa de distinção
entre castas.
Para as castas dos
Iluminados, dos Nossos Geniais Guias, dos nossos lobos, Senhores e
Patrões. Para os nossos Diferentes, os nossos Sangues Azuis, as
taxas são de Alemanha.
Para as vítimas, os
holocaustos, os carneiros propiciatórios, os Escravos, os inermes,
as taxas são de Alemanha, também. Alemanha, enquanto perdia a 2a
Guerra...
Mas, para a Alemanha,
que bom, acabou a Guerra. Para brasileiros, ela continua explodindo
nos ouvidos.
E até piorando, o que
não parece ser possível, mas é. O buraco consegue ficar mais
fundo.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Cidadão Eike, ou A Morte da Esperança
“O silêncio da
Oposição é a porta aberta para a ditadura” - Juscelino
Kubitschek, presidente do Brasil entre 1956 e 1961
O que pensar quando
dezenas de bilhões de reais foram emprestados, dinheiro público, a
fundo perdido, para este cidadão Eike?
O que pensar quando
assistimos a este filme épico, do homem que garante projetos mil,
envolvido em todas as áreas?
Esportes; comunicações;
obras de engenharia; poços de petróleo...
Até um antigo hotel no
Rio de Janeiro era projeto de investimento.
Planejava ainda avançar
com projetos sobre o imenso parque público ao redor do seu hotel,
transformar o aterro do Flamengo num imenso estacionamento.
E fazia, e recebia,
agrados mil com as 3 esferas de Governo, simbolizadas nas figuras do
prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do governador do Rio de
Janeiro, Sérgio Cabral, do presidente da República, Lula-lá da
Silva, e de sua sucessora e continuadora, Dilminha Rousseff Duch

Aliás, Lula-lá deu-se
ao desplante de fornecer suas habilidades técnicas muito bem remuneradas (quais seriam?) para prestar consultorias/assessorias semi-secretas ao
nosso cidadão Eike.
Nossos corajosos
jornalistas (ainda há alguns) publicaram o documento, a bela foto do
encontro entre os muy amigos, Lula-lá flagrado entrando no jatinho particular do cidadão Eike.
Mas o que mais se pode
publicar, que já não tenha sido publicado e republicado, que possa
abalar a consciência cívica da Pátria amada, mãe gentil, ciosa de
seus deveres?
O que se pode fazer, quando se toma por coisa normal, assessorias e consultorias milionárias, com termos secretos, prestadas por ex-membros do Governo?
Por onde andarão os
filhos desta Pátria?
Talvez tenham coisa
melhor pra fazer, porque tudo isto se passou como se tivesse se
passado em Marte.
Em Júpiter. Em
Saturno.
E restou aos honrados
homens e mulheres desta Pátria, aqueles que com seu suor e seu
sangue, do sacrifício do seu trabalho honesto, esforçam-se por bem
criar os seus filhos, ensinar-lhes uma vida com alguma dignidade, em
meio a uma Pátria desolada.
Torcer por alguns dias
melhores.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Artigo da hora: Dilma e Sininho, por Ricardo Noblat, com Comentário, por mim mesmo
"Eis
o que aprendi com Roberto e meu pai: — o importante é não matar.
Nada mais doce do que nascer, viver, envelhecer e morrer. E não ser
jamais assassino" - Nelson Rodrigues, in Os Assassinados
Aprecio o que escreve o jornalista Ricardo Noblat, mas gostaria de fazer alguns reparos ao seu artigo “Dilma e Sininho”:
Leram o artigo?
Agora vão os meus
reparos.
Noblat destacou o que
lhe parecem ser as semelhanças entre Dilma e Sininho: Primeiro, as
duas são políticas.
Um primeiro reparo, sem
grande importância, ou de importância mais técnica: se o homem é
um animal político, como quer Aristóteles, então todos somos
políticos, não sendo esta uma característica a se destacar para
comparar Dilma e Sininho. Mas, claro, Noblat está querendo dizer que
ambas são mais empenhadas na política, a ponto de, e aí sim, vem a
seguinte semelhança:
As duas admitem o uso
da violência para alcançar objetivos políticos.
Perfeito. Mas aí
Noblat se apressa para indicar que, apesar de reconhecer a
semelhança, haveria uma importante diferença entre as duas, sendo
esta que Dilma viveu seus dias de apoio pessoal à violência
política no contexto da ditadura militar, enquanto Sininho vive seus
dias de apoio pessoal à violência política no contexto de uma
democracia.
E aí vem um outro,
mais significativo, reparo:
A diferença apontada
por Noblat não se prendia a características de Dilma e Sininho. A
diferença identificada era entre as épocas em que as duas atuaram.
Ora, mal comparando,
isto é como comparar uma cascavel e uma jararaca, e dizer que ambas
são diferentes porque a primeira viveu na década de 30, e a segunda
na década de 50.
Ou que são diferentes
porque uma nasceu em Timbuctu, e a outra nasceu em Jacarta.
Um problema de lógica,
claro, mas a que se pode responder, de novo, com o tradicional: “deu
pra entender? Então não sacrifica”.
Mas é que a questão
conduz a outra, e aí entra meu terceiro, e crucial, reparo:
Noblat parece entender,
como muita gente boa, que “ditadura”, e “democracia” são
duas palavras que exprimem dois mundos nitidamente separados,
estanques.
Já eu penso que nada é
tão simples, e que as palavras, embora úteis, e até essenciais,
como os pensamentos que exprimem, são também enganadoras, e por
isso é preciso a maior cautela para não se deixar levar por um
mundo de Formas Ideais, muito fácil, muito belo, sem dúvida, mas
que pode guardar pouco, ou nenhum, contato com a realidade.
“De esquerda ou de
direita, ditadura usa a violência contra o povo. Enquanto existe uma
ditadura, você só dirá sem medo o que pensa se você pensar como
ela.”
Ah, mas então é tão
fácil assim? Basta uma ou duas frases para fixar acima de sofismas e
de discussões inúteis a natureza do monstro?
Quem dera se fosse. Mas
o que dizer de um jornalista, processado dezenas, ou até centenas de
vezes, (lembrei do Diogo Mainardi) ameaçado de perder seu
patrimônio, ameaçado até de prisão, que tal passar uns tempinhos
no presídio de Pedrinhas, no Maranhão, por alguma das decisões
deste nosso Judiciário tão surpreendente?
Lembrei de um ditado
aprendido na faculdade de Direito, pra alguma coisa serviu: “Cabeça
de juiz, bumbum de neném, nunca se sabe o que vem”.
Noblat até parece
reconhecer a natureza imprecisa dos termos: “O regime democrático
é imperfeito e sempre será.” Mas logo em seguida tem uma recaída
na firme ilusão de que basta uma palavra, uma classificação, para
discriminar com perfeição os regimes: “Mas é o melhor dos
regimes. Na democracia, posso dizer o que penso porque jamais serei
preso e torturado por pensar assim ou assado.”
Que assim seja, que
Deus lhe guarde, que Deus nos guarde, mas continuo pensando que não
é tão simples.
Continuo pensando que
em algum canto, quem sabe no interior do Maranhão, ou em Roraima,
algum jornalista estará sendo torturado e morto por incomodar um
poderoso local.
Mais um crime, entre
cerca de 60 mil assassinatos por ano, quem se importa?
Quem sabe um deputado
federal, democraticamente eleito, será condenado por ter arrancado
as pernas e os braços de um radialista que o incomodou, com uma
serra-elétrica, largando o que restou moribundo na frente da Rádio,
nada sutil recado?
E não é só em
Roraima, ou no Acre, ou no Maranhão, ou em Alagoas.
Pode ser um Estado
rico, pode ser em São Paulo, pode ser no Rio de Janeiro.
A violência, o
primitivismo político, a barbárie, estão impregnados na cultura
brasileira.
Não está restrito no
tempo; não está restrito no espaço. Basta voltarmos às páginas
da nossa História.
Noblat também é
jornalista, corajoso jornalista, já tendo enfrentado as fúrias de
algumas das figurinhas tarimbadas da nossa República.
Mas preciso fazer estes
reparos para ele não andar esquecido.
Concluindo, com a soma
dos reparos acima:
Com a violência, não
se transige; a violência, não se justifica.
A violência se
denuncia. A violência se combate com a arma civilizada dos
Tribunais, da resistência política.
É violência
restringir o seu direito ao voto. O seu direito ao trabalho. O seu
direito a ganhar a vida honestamente.
A violência pode vir
do Estado, pode vir de outros grupos, pode vir de indivíduos.
Ela sempre se manifesta
pela restrição de alguma liberdade, liberdade econômica, liberdade
econômica, liberdade individual.
Ela sempre procura se
justificar, invocando os mais nobres e santos motivos.
Ela sempre se manifesta
numa relação de desigualdade. De privilégio.
Impõe-se mais tributos
pra um, pra sustentar os privilégios de outro. Pro Plano de Saúde,
pro Regime de Aposentadoria de um, serem muito mais completos e
abrangentes que os do outro.
Restringe-se a
liberdade política de um, para garantir o Poder perene de outro.
Outro grupo, outra
família, outra casta, outra classe, de incomuns, de super-homens, de
superiores.
Patrões e escravos.
Tudo isto é
manifestação da violência, tudo isto é agressão ao ideal
democrático.
Tudo isto se manifesta,
em qualquer tempo ou lugar, e quaisquer que sejam as palavras
insculpidas nas Cartas Magnas dos Povos.
E é por isso que a
vigilância precisa ser constante, e por isso não podemos nos dar ao
luxo de sermos reconfortados e iludidos por meras palavras vazias.
Resistir, sempre.
Lutar, se for preciso.
Mas não com o
terrorismo.
E não para manter, ou
para instaurar um novo tipo de privilégio.
Comecei com rigor
lógico, termino com discurso exaltado.
Faz parte.
"Falei
da “esquerda católica”. Um dia, ela terá de ser julgada. Na
confissão de ontem, falei de um dos pronunciamentos mais claros de
d. Hélder. Sem nenhum disfarce, declara: — “Respeito aqueles
que, em consciência, sentem-se obrigados a optar pela violência;
não
a
violência fácil dos guerrilheiros de salão, mas a daqueles que
provaram sua sinceridade com o sacrifício de suas vidas”. Não. Aí
não está dito tudo. Provaram a sinceridade morrendo, por azar, e
matando, por querer. Antes de morrer, Guevara matou. E, repito,
morreu
sem querer e matou querendo. Também Camilo Torres. Esse
cristão-homicida empunhou o fuzil, não para morrer, mas para matar.
E
diz mais o arcebispo de Olinda e Recife: — “Parece-me que as
memórias de Camilo Torres e de Che Guevara merecem tanto respeito
quanto as do pastor Martin Luther King”. Não, mil vezes não!
Luther King não morreu de fuzil, faca ou revólver na mão, como
Guevara ou Camilo Torres. Não matou, nem quis matar. Não pregou o
ódio, a “violência justificada” católica. Morreu de amor e por
amor. Os que pregam o ódio não podem chorar o jovem sacerdote do
Recife.
Todos
nós temos um projeto de Brasil. O da esquerda católica é o Brasil
do ódio. O Brasil do sangue, o anti-Brasil, um Brasil sem Deus. Este
país não teve jamais um drácula. E, súbito, os possessos querem
que nos transformemos em 80 milhões de dráculas bebendo o sangue
uns dos outros".
- Nelson Rodrigues, idem
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Momentos difíceis no Brasil
Este verão escaldante
está sendo pródigo em produzir símbolos da nossa falta de rumo
como nação. Sempre no Rio de Janeiro, vitrine do nosso Brasil,
“Río? Samba, carnaval, Brézil!”, e com sensação térmica de
50°, vou pinçar alguns exemplos
do que quero dizer.
Primeiro, o ladrão
preso no poste:
Depois, a execução de
outro ladrão no subúrbio de Belford Roxo:
Por último, a morte do
cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um rojão durante
protesto contra aumento de passagens de ônibus no Centro do Rio:
Cada uma dessas
notícias gerou manifestações, polêmicas, conversas de botequim,
reveladoras de uma sociedade partida, dividida em campos opostos,
pronta à Guerra Civil.
Estaremos próximos à
Alemanha pré-Hitler, quando nazistas e comunistas se enfrentavam nas
ruas para decidir quem estabeleceria uma ditadura sobre o povo
alemão?
O Pacto Social se
dissolve, porque falhou em fornecer a cada indivíduo segurança,
prosperidade, liberdade. Uma sociedade sadia vai se organizar com o
fundamento do trabalho honesto de seus membros, e garantir a cada um,
cumpridor de seu dever, saúde, educação, possibilidade de ascensão
social.
Quando este Pacto
Social falha, em seu lugar surgem os grupos combatentes. Cada qual
quer se apossar do Poder para garantir aos seus membros uma situação
de privilégio face ao resto da sociedade.
Querem se constituir
como senhores sobre escravos, e temem serem feitos escravos por
outros senhores.
A fidelidade ao seu
grupo passa a ser mais importante do que os valores sociais.
O membro do grupo
pratica depredação, roubo, agressão, assassinato? Mesmo assim se
vai defendê-lo. A mesma tolerância não será exercida se o culpado
for alguém do outro lado. Muito pelo contrário. Para o outro lado o
sentimento é de ódio, vingança.
A maior vítima, está
claro, é o império da lei. Mas este só prevalece quando se confia
no Pacto Social. E, aqui, as situação é justamente de dissolução
deste Pacto.
Na Alemanha,
pré-Hitler, derrotada na Primeira Guerra Mundial, sofrendo de
hiper-inflação, o Pacto se rompeu.
No Brasil atual, livre
de guerras, pelo menos externas, enriquecido pela elevação de
preços dos produtos primários que exportamos, o Pacto se rompe.
O que explica esta
diferença aparente entre os países, trazendo os mesmos resultados?
É a descrença da população em sua capacidade de sustentar um
Pacto Social que garanta as mesmas oportunidades para todos.
Ao contrário do
pensamento de Marx, não são as bases materiais que importam. É o
espírito, é o modo subjetivo das sociedades interpretarem suas
condições históricas.
A sociedade que perdeu
a esperança de lutar por manter um Pacto Social garantidor de cada
indivíduo está pronta para a Guerra Civil, está pronta para a
Ditadura. Behemoth e Leviathan.
Nesta sociedade, é a
coisa mais imbecil falar em direitos, em leis, em respeito aos
indivíduos. É coisa de um alienado, na melhor das hipóteses, na
pior, de um ardiloso hipócrita que busca enfraquecer a vontade dos
companheiros em armas.
Pois não vemos todos
que a corrupção impera, que se gastam milhares e milhões em
mordomias, em passagens aéreas para os senadores passearem de
férias, carregando famílias, namoradas e amigos, tudo pago com o
dinheiro público, está claro, e se emprestam, a fundo perdido,
bilhões e bilhões para os amigos, felizes financiadores de
campanhas?
E como se vai falar em
Pacto Social diante de tudo isto, como se vai falar em garantir Saúde
e Educação para todos?
O mundo, como se vê,
continuam estes, é dos mais espertos. O mundo é dos mais brutais,
dos mais decididos, dos mais sem escrúpulos. E, se o mundo é assim,
de nada adianta falar em Pacto Social ou algum outro nobre nome para
algum ideal vazio. Importa, sim, jogar o jogo, ser o mais brutal, o
mais decidido, o mais sem escrúpulos, e conquistar o Poder para
garantir a sua parte.
E assim, voilá, eis
uma sociedade preparada para a Guerra Civil, preparada para a
Ditadura. Behemoth e Leviathan.
Eis o caminho aberto
para se reunir uns em oposição a outros, nazistas contra judeus,
nós contra eles, quaisquer que sejamos nós, quaisquer que sejam
eles.
Porque se consegue
maior coesão interna quando se tem um inimigo; porque é mais fácil
ter um inimigo quando o despersonalizamos; porque um batalhão,
envolvido numa guerra, tem mais chances de vitória se permanecer
coeso.
Eis o caminho aberto
para os campos de concentração, e as execuções em massa.
Porque não são
propriamente pessoas, estão mais para coisas, pior, inimigos.
Tudo isso começou
quando se perdeu a esperança de construir uma Cidade Justa, de se
ter um Pacto Social eficaz, e se passou a almejar o Poder como
dominação de um grupo pelo outro. Senhores e escravos.
Behemoth e Leviathan.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Gênese
Então, não terei
nascido
num Jardim do Paraíso?
Um mundo das sensações
apreendidas na minha
pequena mente?
E a certeza de que para
cada habilidade,
haveria um lugar bom
neste mundo de Deus?
Então, não terei
vivido uma Queda,
uma triste expulsão
daquele mundo feliz?
Então, não terei
vivido um longo exílio,
uma longa noite, até
meu Mestre chamar?
Até ouvir sua doce
voz...
Até ouvir sua doce
voz...
Assinar:
Postagens (Atom)